sábado, 30 de junho de 2007

“TRANSFORMERS” BLOCKBUSTER ESQUENTA O VERÃO DOS EUA.

Transformers, o grande blockbuster do verão estadunidense, fará sua estréia para o público da terra do tio sam na próxima segunda dia 02, boa pedida para aqueles que puderem curtir o 4 de julho (feriado da independência dos EUA) em frente a telona.
Baseado no grande sucesso dos anos 80, o filme trará de volta os robôs gigantes oriundos do planeta Cybertron, que com a habilidade de assumir a forma de veículos e animais, levarão os ansiosos fãs à loucura. O roteiro se desenrola em cima da velha batalha do bem contra o mal, onde os mocinhos são os Autobots e os maléficos vilões são conhecidos como Decepticons.
Criados no antigo planeta de Cybertron pelos nativos Quintessons, duas raças de robôs são desenvolvidos para lhes servir, os Autobots, criados para as atividades operárias e os Decepticons, desenvolvidos para as funções militares. Com a inteligência altamente desenvolvida os operários se revoltam contra os abusos e maus tratos dos militares, os mesmos se achavam superiores, e os sub-julgavam com suas forças de batalha mais poderosas. Com a revolta dos operários, uma severa guerra assolou o planeta Cybertron durante anos, e consumiu diversas fontes de energia (energon), de importância vital para a sobrevivência das raças robô. Em obvia desvantagem, e sem as programações de luta e estratégias militares, os Autobots decidem sair em uma expedição pelo espaço, na busca de novas fontes de energia e um refúgio seguro, longe dos perversos Decepticons. Para que a fuga seja perfeita, os robôs operários decidem fazer o embarque durante uma chuva de asteróides, mas as coisas não saem como planejado e eles são atingidos em cheio, a violenta pancada desvia e desconfigura a rota original trazendo a nave dos Autobots direto para Terra, onde fica durante 4 milhões de anos perdida e esquecida na profundezas do planeta.
Em 1984, uma grande erupção vulcânica termina ativando um dos robôs, este diante daquele cenário decide reativar seus companheiros, fazendo assim que todos assumam formas de transportes comuns em nossa era, criando assim um eficiente disfarce.
As coisas até que poderiam ficar bem assim, mas os Decepticons decidem invadir praticamente que ao mesmo tempo o nosso planeta em uma busca desesperada por energon.
Todo o destino desta épica batalha vai ficar nas mãos do jovem Sam Witwicki (Shia Labeouf), que se transforma na última esperança dos cativantes Autobots.
Steven Spielberg comanda a mega-produção, e quem dirige tudo é Michael Bay, conhecido por trabalhos como “Pearl Harbor” e “Armagedon”.
Shia Labeouf, o jovem Sam, nos últimos meses, entrou para a lista dos mais requisitados de Hollywood, e em breve, poderemos ver notícias dele como o filho do velho aventureiro Indiana Jones, na quarta seqüência do herói. Os enormes gigantes de metal devem arrebentar as bilheterias em todo o mundo, com altos investimentos de marketing, e uma bem trabalhada campanha de licenciamento dos personagens, aqueles que estiveram na feira de licensing de New York este ano, puderam perceber a atenção empresarial dada aos robozões, que prometem faturar alto por todo o planeta, e pelos rumores que já existem no meio, não irão parar por aqui, mais dois filmes dos simpáticos gigantes de aço já são esperados pelos investidores.

Assista o Trailer

sexta-feira, 4 de maio de 2007

MOTOQUEIROS “quase” SELVAGENS

Trazendo no elenco, medalhões como John Travolta, William H. Macy, Tim Allen e Martin Lawrence, Motoqueiros Selvagens (Wild Hogs) estourou as bilheterias estadunidenses em seu fim de semana de estréia, com um faturamento que ultrapassou a casa dos US$ 38 milhões, posicionando-se em 1º lugar no ranking.
Bobby (Martin Lawrence), Doug (Tim Allen), Dudley (William H. Macy) e Woody (John Travolta), são quatro motoqueiros de fim de semana e de meia idade, que insatisfeitos com seu dia-a-dia e incitados por Woody, decidem pegar suas harley’s e cair na estrada rumo às praias do Pacífico.
O filme foi dirigido por Walt Becker, conhecido por seu trabalho em “O Dono da Festa”, e tem distribuição da Buena Vista International.
Uma comédia com enredo comportado, mas que não deixa de ser bem engraçada, e vai fazer muitos espectadores se lembrarem de algum conhecido ou parente, que está passando pela famosa “crise da meia idade”.
No roteiro, o responsável pela aventura é Woody, o personagem interpretado por John Travolta, que após descobrir que está completamente falido, resolve realizar o sonho de pegar a estrada em sua Harley Davidson, e convence os amigos que também vivem crises familiares, a embarcar na aventura.
Tudo parece tranqüilo e acertado, e os quatro amigos preparam-se para a jornada. O recém falido empresário Woody, pilota sua Harley Softail, O Nerd Analista de Sistemas viciado em informática Dudley, monta a sua Harley Sportster 1200, Bobby o encanador, pilota uma Harley Springer, e o dentista Doug roda com sua Harley Fat Boy. Apesar de tentarem parecer um grupo de motoqueiros radicais, os quatro “wild Hogs”, não passam de marmanjos fantasiados de motoqueiros de estrada.
A risada vem fácil, com um humor típico de Walt Becker, e bem aceito pelo público americano, acostumado ao estilo das piadas. As roupas dos personagens exaltam a personalidade de cada um, e terminam ajudando no efeito final.
Brad Copeland, deixa explicita sua inspiração no clássico Sem Desitino (Easy Rider) de 1969, onde comprova isso com a presença de, Peter Fonda fazendo uma ponta no final do filme como o personagem (Damien Blade) pai de Jack (Ray Liotta), lider da gangue Del Fuegos, Peter também participou do recente “Motoqueiro Fantasma”.
Uma curiosidade interessante é que no roteiro original, a gangue Del Fuegos, seria chamada de Hell’s Angels, mesmo nome do conhecido e cultuado grupo de motoqueiros americanos, que terminou tomando conhecimento do roteiro e ameaçou processar a produtora Disney. Os Hell’s Angels teriam ficado ofendidos com a imagem de arruaceiros passada pelo filme, e resolveram impedir o uso de qualquer nome ou imagem que fizesse relação ao grupo.
Saindo de Cincinnati na direção das praias do pacífico, os Wild Hogs, encontram de tudo pelo caminho, o pastelão rola solto, mas o filme diverte bastante, com cenas inusitadas de Dudley (William H. Macy), que sustenta boa parte das gargalhadas, fazendo o mais satírico dos quatro motoqueiros, e como de praxe, encenando mais um de seus típicos “perdedores” nas telas, mas que surpreende com um final inusitado para os que acompanham sua carreira. A rebeldia tardia dos veteranos de vidas abarrotadas de problemas comuns do cotidiano de qualquer pessoa normal, é a grande sacada, apesar das críticas negativas feitas sobre o filme, certamente a grande maioria dos contrariados com a comédia, também tem reprimida a vontade de um dia largar tudo, jogar fora seus celulares e outros gadgets, e partir sem rumo por caminhos desconhecidos, em busca de combustível para suas vidas estacionadas em seus trabalhos chatos e cotidianos monótonos.
No decorrer da aventura, os quatro motoqueiros domingueiros se deparam com uma verdadeira gangue de estradeiros, que se auto-intitulam “Del Fuegos”, a turma barra pesada puxa briga, e é aí que começa a ação, os nossos quatro amigos motoqueiros, terão que contar com a hospitalidade do povo de uma pequena cidadezinha, e a sorte termina ajudando na solução de tudo no final.
Entre uma risada e outra, temos a presença da linda Marisa Tomey, por quem Dudley se apaixona, e também temos a participação de Kyle Gass, que faz uma pontinha como um cantor de Karaoque, uma figura engraçada que garante boas risadas ao cantar, “Kiss you all over” e “Pony”. Entre as participações especiais, além de Peter Fonda temos Paul Teutul e seu filho Paul Jr., da oficina Orange County Choppers, que protagonizam a série American Choppers, grande sucesso da TV americana, que conquista fãs por todo mundo, inclusive no Brasil.
William H. Macy, Tim Allen, Martin Lawrence já dariam conta do recado para angariar público ao redor do mundo, mas John Travolta dá sustentação para a comédia com sua presença, o ator que depois de Pulp Fiction (1994) quando conseguiu maior confiança do público em seus papéis, hoje tem total autonomia de sua carreira, e no auge dos seus 53 anos, ainda adora se divertir com seus brinquedinhos, Travolta é fanático por aviões, sua fixação é tanta, que seu filho mais velho se chama Jett (Jato), e para não ficar longe do prazer de voar, possui dois aviões na garagem-hangar de sua mansão nos arredores de Miami, um Jato Gulfstream II e um Boeing 707 originalmente para 120 lugares que ele reformou e transformou num luxuoso e confortável modelo para 21 passageiros com quartos, cozinha e salas de jantar, que recebem constantemente amigos como Bruce Willis e Tom Cruise.
Travolta sempre foi um aficionado por aviação, e fez vários filmes relacionados ao tema, alguns produzidos e dirigidos por ele mesmo. Piloto com muitas horas de vôo e larga experiência, tirou sua licença em 1974, mas isso não impediu de receber um grande susto no início de abril passado, ao fazer um pouso forçado com seu 707 na Irlanda, mais especificamente na cidade de Shannon, quando voltava para os E.U.A, após tour pela Europa para promoção do filme.
Conhecido pela sua paixão por viajar, o ator veio ao Brasil em um de seus aviões, e é declaradamente apaixonado por nosso país e nossa Capital Federal, que além da arquitetura futurista e diferente de tudo que ele já tinha visto no resto do mundo, possui a forma do conhecido desenho de um avião.
O próximo filme de Travolta será um remake do musical “Hairspray”, de 1988, que também contará com Michelle Pfeiffer no elenco. Mas “Travoltismos” à parte, o filme Motoqueiros Selvagens é uma comédia suave, ligeiramente inclinada para o pastelão, que certamente não tem nenhuma pretensão de receber prêmios, mas garante boas risadas, sendo um excelente programa para aliviar o estress do dia-a-dia e também para você gozar com algum parente ou amigo que esteja passando pela famigerada crise da meia idade, pois certamente você vai encontrar semelhanças em um dos quatro Wild Hogs.

Bom Filme...

Assista o Trailer:

quinta-feira, 3 de maio de 2007

ANIMAÇÃO COM SUPER-HERÓIS BRASILEIROS DEVE CHEGAR AOS CINEMAS EM 2008

Fonte: G 1 Portal Globo de Notícias
Por Jones Rossi, São Paulo.

Longa-metragem animado já está em produção. Revistas com heróis têm tiragem de 100 mil exemplares mensais.

Eles querem ser a Marvel brasileira. Anísio Serrazul e Fábio Azevedo, sócios da ND Comics, criaram os “Guerreiros da tempestade”, o primeiro time de super-heróis nacionais que pode ultrapassar o “gueto” dos fãs de quadrinhos. E, assim como a editora do Homem-Aranha, apostam no cinema para popularizar seus personagens. Acabou de entrar em produção um desenho animado com os “Guerreiros da tempestade”, previsto para estrear em meados de 2008. Será feito pelo mesmo estúdio que produziu “Turma da Mônica – uma aventura no tempo”, utilizando a mesma tecnologia que mistura 2D com cenários 3D. O filme vai mostrar as origens dos heróis brazucas, que se aventuram somente em solo nacional, não usam máscara, atendem por nomes como Tiago ou Rodrigo e vivem em cidades como Petrópolis, São Paulo e Goiânia. Mas, como seus pares americanos, têm uniformes estilosos, super-poderes quase divinos e apelidos como Trovão, Tornado e Cósmico. Todos são fruto da imaginação de Anísio Serrazul, um quadrinista de 40 anos que acaba de deixar seu emprego de funcionário público para se dedicar em tempo quase integral a seus personagens, junto com o sócio Fábio Azevedo. Sediada em Goiânia, a ND Comics ainda está longe da Marvel Comics, mas, em dois anos de existência, já avançou bastante. Edita duas revistas em quadrinhos mensais estrelando os super-heróis, com uma tiragem conjunta de 100 mil exemplares. “Os ‘Guerreiros da tempestade’ estão dando certo graças a uma lacuna no mercado. Faltavam heróis com temática nacional”, explica Fábio. “As cenas acontecem no nosso cotidiano, sempre exaltando o que temos de bom.” A história dos “Guerreiros da tempestade” não tem apenas cenários brasileiros. A política nacional também é um fator importante, tanto que o vilão é um senador e até a campanha “Diretas já” faz parte do enredo. Outro tema em voga aparece na história: os heróis ganharam seus poderes através da manipulação genética. “Isso é fazer quadrinho adulto”, diz Anísio Serrazul. Adulto, para Anísio, não significa violento. Nos quadrinhos da ND não há violência extrema, palavrões, nem sangue. “O Homem-Aranha não tinha nada disso. É baseado no humor, por isso faz sucesso”, afirma Anísio, que tem uma visão bastante empresarial de suas criações. “A revista em quadrinhos é vitrine. É ela que gera filmes, gera outras coisas. É um investimento.” A intenção de Anísio é recuperar o dinheiro investido nos quadrinhos licenciando produtos baseados nos heróis, de brinquedos a desenhos animados para a TV. Por enquanto, as revistas são desenhadas e roteirizadas pelo próprio Anísio, que finaliza as 23 páginas em menos de um mês. Crítico, relançou os primeiros números de "Guerreiros da tempestade" por não gostar dos desenhos que havia feito. Essas edições foram alvos de muitas críticas. “Há um preconceito terrível contra os quadrinhos brasileiros, dos próprios brasileiros. Esperam que a gente seja igual ao Alan Moore (criador de ‘V de vingança’) ou Frank Miller (‘300’).”
Leia a Matéria no site fonte:

sexta-feira, 20 de abril de 2007

SEXO, ORÉGANO, ROCK'N'ROLL E WOOD & STOCK.

1972 é o ano, estamos em plena festa de reveillon, muita musica rolando, e o ambiente é totalmente hippie, Wood, Stock, Rê Bordosa, Lady Jane, Nanico, Rampal e Meiaoito estão presentes, todos ainda jovens, curtindo uma festa pra lá de psicodélica na casa de Cosmo. Assim começa o longa animado Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'roll, baseado nos quadrinhos de Angeli e dirigido por Otto Guerra, o filme tem 81 minutos de muito rock n’ roll ao melhor estilo Wood e Stock, e isso é só o começo. Trinta anos se passam e essa rapaziada agora está totalmente presa em um mundo capitalista, nada sobrou daqueles dias de “paz e amor”, totalmente deslocados no tempo e espaço, eles estão frente a frente com a realidade nua e crua da vida, contas para pagar, filhos, família e nenhuma vontade de cair na “real”, Wood e Stock resolvem reunir novamente a antiga banda de rock, e é agora que tudo começa a ficar bom!
Os personagens do grande Angeli dão um show de irreverência, e alegram os fãs com mais de trinta anos, com um humor sagaz e maduro, mas sem desagradar o público adolescente. A produção é dirigida ao público adulto e tornou-se a primeira animação da história do país a ser classificada para maiores de 18 anos, em função de uma possível apologia as drogas, o Ministério da Justiça promoveu esta determinação no início deste ano, mas o diretor Otto Guerra, correu atrás e conseguiu escapar da censura, classificando a animação para acima dos 16 anos, isso com certeza foi um avanço, garantindo um público maior à produção.
Foram nada menos que 11anos envoltos em muitas dificuldades, falta de apoio e verbas, sem esquecer de um dos fatos mais curiosos do processo, no início do trabalho estavam previstas 3 músicas da famosa banda Os Mutantes, mas Sérgio Dias, um dos ex-integrantes, pediu pelo uso das músicas o valor de 100 mil reais. Para não inviabilizar a produção que não podia ultrapassar o valor de 1 milhão de reais, Otto buscou apoio de Rita Lee e Arnaldo Baptista, também antigos integrantes dos Mutantes, e assim conseguiu a liberação para o uso algumas músicas como, “Hulla-Hulla” e “Eu vou me salvar”, mas mesmo com estes e outros contratempos, o filme foi bem e recebeu premiação no programa para filmes de baixo orçamento do Ministério da Cultura, além de levar 3 prêmios no Festival de Pernambuco, nas categorias de Melhor Trilha Sonora, Prêmio Especial do Júri, e o de Melhor Atriz Coadjuvante com a atuação de Rita Lee.
O fato de Otto Guerra ser um dos maiores fãs dos personagens de Angeli, colaborou para um filme que agrada aos mais fanáticos pela turma mais underground de bichos-grilo dos quadrinhos nacionais. As vozes de Rita Lee interpretando a personagem Rê Bordosa e Tom Zé como Raulzito, ficaram perfeitas, mas também não podemos esquecer de Sepé Tiaraju e Zé Vitor Castiel nos respectivos papéis de Stock e Wood, que deram um verdadeiro show à parte.
Apesar de todas as dificuldades do processo, Otto conseguiu a maior parte da verba a partir de editais públicos e concursos, pois dito por ele mesmo em várias entrevistas, era quase impossível conseguir empresas que quisessem ter seu nome ligado a um filme que tinha como subtítulo a seguinte frase ”Sexo, Orégano e Rock n’ Roll”, mas o resultado foi o que ele esperava, a produção foi finalizada e para grande surpresa dele e de toda a equipe, a receptividade do público na faixa dos 17 aos 19 anos foi fantástica, sem contar é claro com a total satisfação de Angeli, que praticamente não interferiu no roteiro, deixando tudo a cargo de Rodrigo John, que por outro lado, diz não ter feito nada mais do que ser fiel aos quadrinhos do criador de Wood e Stock.
O Cartunista nascido em São Paulo viveu uma época diferente, e sempre tentou retratar desde a década de 80, um humor sarcástico e revolucionário em suas tiras.
Nascido Arnaldo Angeli Filho, adotou o nome do meio como pseudônimo, e com o tempo foi desenvolvendo uma galeria enorme de personagens antológicos, a exemplo de Bob Cuspe, os Skrotinhos, Wood & Stock e a irreverente Rê bordosa.
Angeli começou sua vida profissional muito cedo, já aos 14 anos, trabalhava na revista Senhor, além de colaborar para vários fanzines, cresceu como artista, e em 1973, começou no jornal Folha de São Paulo, onde se mantém até hoje, foi responsável pelo lançamento da revista Chiclete com Banana um sucesso editorial que chegou a atingir a tiragem de 110 mil cópias, e tinha em seu corpo de colaboradores, nomes como Laerte (Os Piratas do Tietê), Luiz Gê (Revista Circo), Glauco (Geraldão), e Fernando Gonsales (Níquel Náusea), a revista se consagrou como uma das melhores publicações adultas em quadrinhos do país.
Sem nunca largar as tiras, Angeli publicou seu material em países como França, Espanha, Itália, Alemanha, Argentina e também Portugal onde conseguiu um excelente número de fãs, além de uma série de animação de 60 episódios de um minuto cada, chamada “Angelitos”, produzida pela produtora portuguesa Animanostra e dirigida por Humberto Santana.
O cartunista já faz sucesso há muito tempo, talvez por sua garra e dedicação, mesmo quando ele diz que “não nasceu pra isso”, mas seus fãs com certeza sempre dirão o contrario.
Sexo, Orégano e Rock n’ Roll, exprime perfeitamente a vida de Wood & Stock, que se dão conta que não estão mais vivendo na era hippie dos anos 70, e percebem que além de cinquentões, estão barrigudos e carecas.
Wood agora é pai, e Overall é o seu filho com Lady Jane, o garoto, completamente avesso as atitudes do pai, dá um tom de moralidade na trama. Lady Jane termina cansando de Wood que não faz nada na vida para ganhar dinheiro, e sai em busca de “orientação espiritual” com o guru Rhalah Rikota, um pilantra de marca maior. Stock também desempregado busca abrigo na casa do recém solteiro amigo, e daí para frente, haja orégano para agüentar essa turma que resolve reunir os velhos amigos e reativar a antiga banda.
O filme tem boas sacadas, principalmente a imagem que faz homenagem ao álbum de 69 dos Beatles “Abbey Road”, realmente vale a pena conferir e valorizar o trabalho desta equipe batalhadora, que lutou bastante para transportar Wood, Stock e seus amigos, das tirinhas para as telas de cinema.
Veja o trailer

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O RETORNO DAS TATARUGAS NINJA

Em 1984, dois quadrinistas, Kevin Eastman e Peter Laird, resolveram criar em preto e branco uma história com personagens que marcariam época, eles nunca poderiam imaginar, que aquele material inicialmente com apenas três mil exemplares, tivesse um sucesso tão grande. Tudo aconteceu muito rápido e em pouco tempo as engraçadas tartarugas humanóides chegaram às telas de TV em uma série animada, encurtando assim o caminho para o primeiro longa-metragem, que veio em seguida no ano de 1990.
O sucesso das Tartarugas Ninjas Mutantes foi grandioso, o filme que teve um orçamento modesto de U$13,5 milhões, faturou apenas nos EUA, 10 vezes o valor de sua produção, inserindo definitivamente os quelônios mutantes no mundo dos sucessos cinematográficos.
A arrecadação estrondosa motivou as seqüências nos cinemas, onde tivemos As Tartarugas Ninjas 2 – O Segredo de Ooze em 1991 e As Tartarugas Ninjas 3 em 1993.
Poucos personagens conseguiram tanta popularidade quanto estas Tartarugas criadas por Kevin e Peter. A série animada que precedeu o primeiro longa, é atualmente o segundo desenho animado com mais tempo em exibição, durando nas telas de TV de 1987 ano de sua estréia, até 1996, perdendo apenas para a animação da mais famosa família tipicamente americana, “Os Simpsons”.
Criados inicialmente como uma revista em quadrinhos, as tartarugas faziam uma nítida paródia aos trabalhos de Jack Kirby e Frank Miller, com “Os Novos Mutantes” e “O Demolidor”, quem conhece a origem destes heróis da Marvel, vai perceber as referências, só para citar uma delas, a origem da transformação das Tartarugas é quase a mesma do Demolidor, que é atingido por substâncias radioativas durante uma atitude heróica ao salvar um cego de um atropelamento.
É claro que as semelhanças não podiam ser ostensivas, pois direitos autorais são direitos autorais, ainda mais nos EUA, mas toda essa brincadeira gerou ótimos resultados para a dupla, que agora volta a lucrar com os habilidosos quelônios ninjas e seu mestre rato.
As “Tartarugas Ninja – O Retorno” (TMNT - Teenage Mutant Ninja Turtles), é o quarto filme da franquia para as telonas, e desta vez deixa de lado o formato live-action, para dar lugar a uma excelente produção 3D, arrecadando em apenas duas semanas nos EUA, significativos U$ 38 milhões, alcançando o 1º lugar nas bilheterias estadunidenses.
O diretor Kevin Munroe, conduziu o projeto e escreveu o roteiro junto com Peter Laird, e deu um ar “noir” ao quarto longa das tartarugas. Em entrevista ao site The Comic Reel, o diretor diz que trabalhou a iluminação do filme como se fosse um filme preto e branco, causando uma incrível sensação sombria, que ele diz ter referência em filmes antigos que adorava na sua infância como “O Terceiro Homem”.
O Diretor afirma ainda que a produção é direcionada para todas as faixas etárias de público, mesmo tendo um roteiro indiscutivelmente mais adulto, e sem grande parte das piadas de praxe da série, o longa e caracterizado como o mais maduro de todos, seguindo a linha da última série animada para TV.
A liberdade proporcionada pelo formato 3D, traz para as telas personagens mais ágeis e dinâmicos, com cenários quase reais, que e em algumas cenas são capazes de enganar os menos observadores, o que nos mostra o excelente trabalho produzido pela Imagi International, de Hong Kong.
O filme está em discussão há muito tempo, e até John Woo se interessou em mais uma versão live-action, que compensaria a falta de tecnologia e recursos digitais das últimas produções, mas tudo terminou caminhando para uma versão digital e mais versátil do quarteto ninja, que poderia ter uma pitada a mais de sensualidade, para conquistar o público feminino, com a presença de Vênus De Milo, a quinta tartaruga ninja que fez parte do grupo durante a série de TV escrita por Dan Clark e produzida pela Fox Kids Network.
A dublagem no Brasil realmente deixou a desejar, com direito a falhas de tempo e expressões totalmente diferentes do original, basta lembrar dos trailers e partes do filme que povoam o site youtube, e para aqueles que chegaram cedo no cinema, um “prêmio” com a abertura do filme em espanhol, onde víamos na tela o título “Las Tortugas Ninjas”. Os mais aficionados que quiserem conferir as vozes originais terão que esperar as cópias em DVD, pois infelizmente o Brasil não recebeu cópias legendadas.
Alguns astros em evidência fizeram parte do elenco de vozes, como Patrick Stewart (Prof. Xavier – X-Men) como Max Winters, Sarah Michelle Gellar (O Grito) como April O'Neil, Chris Evans (Tocha Humana – Quarteto Fantástico) como Casey Jones, Zhang Ziyi (O Clã das Adagas Voadoras) como Karai, mas só poderemos ouvi-los e ver algumas cenas cortadas a contra gosto do diretor quando o DVD chegar as lojas. Kevin Munroe, disse em outra entrevista, agora para o site Animated Views, que o filme teria subenredo forte com April e Casey, onde o relacionamento dos dois seria enfatizado, kevin revela, que o personagem Casey viveria um dilema ao tentar atender o pedido de April para deixar de atuar como vigilante nas ruas de Nova York, mas a necessidade de focar mais no quarteto mutante, aposentou as aparições de Casey, com sua máscara e seu taco de baseball, talvez pelo fato da trama estar muito tempo longe da memória do público, e existir a necessidade de angariar uma nova legião de fãs para possíveis seqüências, que dito pelo próprio Kevin, ainda não passaram de conversas com seu amigo, Tom Tanaka, mas também nada foi descartado, como ele mesmo disse, “não há nada arranjado ainda”.
Existe também a previsão de novas séries animadas para ajudar a solidificar a imagem dos personagens no universo infantil atual, pois os personagens ídolos das décadas de 80 e 90, não povoam as memórias do público com menos de 15 anos de idade.
É claro que o sucesso do longa atual determinará o rumo destes heróis no universo do licenciamento, mas mesmo um resultado menor nas bilheterias não irá inibir a tentativa de relançar estes ícones oitentistas, e abarrotar o mercado com as imagens de Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo, o quarteto ninja mais famoso do planeta.
E assim, para alegria e delírio dos fãs de carteirinha, quem sabe poderemos voltar a ouvir aquele famoso grito de guerra, “Cowabunga”...
Veja o Trailer